sexta-feira, 10 de abril de 2015

O que você acha: o gato está subindo ou descendo a escada?



Ilusões de ótica sempre me fazem pensar em como é bacana que cada sujeito tenha sua própria percepção do mundo, sem precisar estar necessariamente certo ou errado.

Mais bacana ainda é saber que essa percepção pode mudar, bastando que o sujeito consiga ver as coisas de outro ponto de vista.

Sim, eu sei, às vezes não é fácil ver as coisas de outro jeito. Para algumas pessoas chega a ser até muito sofrido. Por falta de coragem para sustentar seu jeito de perceber o mundo, muita gente acaba se deixando levar só pelo que os outros acham que é mais certo.



Meu conselho para quem está nessa: faça uma psicoterapia. Depois de um tempo você não vai se preocupar se de fato o gato está subindo ou descendo. Você vai descobrir que é o seu jeito de ver as coisas que importa.

Silvana B. Morandi - Psicóloga
Visite nosso Blog: http://cliniviva.blogspot.com.br/

sexta-feira, 27 de março de 2015

Ainda sobre aviões e saúde mental dos pilotos

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/03/1609064-pilotos-de-aviao-dizem-que-nao-passam-por-testes-psicologicos-frequentes.shtml

Aviões, pilotos e acidentes

As companhias aéreas se preocupam em nos proteger do terrorismo, mas esquecem de proteger seus pilotos de suas próprias mentes. 
Não se enganem, a depressão é uma senhora silenciosa e que tem muitas faces. Sorrateira, é capaz de se instalar na mente humana com tal sutileza que muitas vezes só consegue ser desmascarada por um olhar profissional. 
É assustador confirmar que nas avaliações médicas dos pilotos prevaleça a dicotomia entre corpo e mente, e que os aspectos psicológicos sejam negligenciados. 
Tranquem as cabines, mas não deixem de verificar se as portas da mente humana estão protegidas.



Silvana Morandi
Psicóloga

terça-feira, 24 de março de 2015

TODOS MERECEMOS UM DESTINO FABULOSO; NADA MAIS, NADA MENOS

A psicóloga Silvana Morandi recomenda:
 "Espero que vocês gostem tanto deste artigo como eu. É inspirador!"
Clique no link para ler o texto completo no site Obvious.

Uma breve reflexão a partir do filme ‘O fabuloso destino de Amélie Poulain’, de Jean-Pierre Jeunet, uma brilhante referência da cinematografia francesa. O filme é uma narrativa encadeada desde o nascimento à idade adulta da protagonista Amélie Poulain. Uma narrativa entremeada por uma fotografia esplêndida e trilha sonora perfeitamente composta por Yann Tiersen. O roteiro revela o quanto os sonhos de pessoas comuns são importantes e o quanto as nossas ações individuais podem ser determinantes na realização dos sonhos, os nossos e os das pessoas com quem convivemos.http://obviousmag.org/penetra_surdamente_no_reino_das_palavras/2015/03/todos-merecemos-um-destino-fabuloso-nada-mais-nada-menos.html

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"Nada será como antes" - Falando sobre o luto

Data: 16/10/2014, Quinta-feira

Horário: 18h00 (duração média de 1h30m)

Coordenação: Psicóloga Priscila Nassif, CRP 07/15018, Especialista em Psicologia Hospitalar/UFRGS, Mestre em Psicologia Clínica/UNISINOS, Especialista em Pesquisa, Teoria e  Intervenção em Luto/Instituto 4 Estações-São Paulo. Especialidade em andamento: Formação em Psicoterapia Psicanalítica / ESIPP.

Inscrições:
Fone (51)3019.9630
Whatsapp 9639.8947
E-mail clinivivapoa@gmail.com




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O QUE É FELICIDADE E O QUE NOS TORNA FELIZES

 
 
 
Palestra Gratuita

Data: 11/12/2013 - Quarta-feira
Horário: 18h30m - duração média de 1h30m
Coordenação: Psicóloga Sandra Delanni
Inscrições: pelo fone 3019.9630 ou clinivivapoa@gmail.com

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Nada será como antes" - Falando sobre o luto

 
 
Palestra gratuita

Data: 27/11/2013, Quarta-feira
 
Horário: 18h30 (duração média de 1h30m)
 
Coordenação: Psicóloga Priscila Nassif, CRP 07/15018, Especialista em Psicologia Hospitalar/UFRGS, Mestre em Psicologia Clínica/UNISINOS, Especializações em andamento: Formação em Psicoterapia Psicanalítica ESIPP e Teoria, Pesquisa e  Intervenção em Luto/Instituto 4 Estações-São Paulo.
 
Inscrições pelo fone (51)3019.9630 ou via e-mail clinivivapoa@gmail.com

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dizer não também é sinal de amor.


 

          Dizer não aos filhos nem  sempre é fácil, os  pais devem estar preparados para caras emburradas, manhas e choros. Porém, mesmo  acontecendo tudo isso, devem manter-se firmes. Dizer “não” faz parte educação e é um dos tópicos mais importantes na criação dos filhos. Dizer “não” ajuda a criança a descobrir limites entre o certo e o errado, colocar regras e ensinar que algumas coisas são possíveis e outras não, é fundamental para o desenvolvimento da identidade emocional do ser humano. Dizer “não” ajuda a criança a lidar com um novo sentimento, muito comum a ser enfrentado na vida adulta que é a “frustração”. A criança que consegue lidar com a negação e entende que tem  limites definidos, conseguirá  passar para as outras fases  do desenvolvimento sem  um sofrimento maior quando perceber que certas  coisas não darão  certo para elas. E assim conseguirão  enfrentar com maior maturidade as dificuldades  da adolescência e da vida adulta.  
        Dizer sim o tempo todo fará de seu filho uma criança  mimada, sem limites do certo e do errado para ter o que quer, quando e como quiser.  Mas é preciso saber dosar o sim e o não e  ensinar que as regras devem ser cumpridas. Aceitar  todos os desejos da criança pode resultar em uma  geração  de  egoístas, que acreditam que o mundo lhes “deve” e que seus desejos devem ser atendidos ou até mesmo adivinhados.
       Portanto  o “não” de hoje fará o grande homem de amanhã, porque dizer não também é sinal de amor.

  Mariluz Fontana, Psicóloga, CRP 07/6567

terça-feira, 2 de julho de 2013

Disfunções sexuais femininas

    
 
 
Entre as mulheres, a prevalência de disfunções sexuais é bastante alta. Estima-se que entre 40 a 45% das mulheres tenha tido alguma queixa de disfunção sexual. na última década, cada vez mais as mesmas estão em busca de uma solução relacionada a algum tipo de dificuldade sexual.
     Frequentemente a consulta junto a um terapeuta especializado é a forma mais eficaz para desbloquear medos e ansiedades. Principais disfunções sexuais:
 
Frigidez - é a falta de desejo sexual, na maioria absoluta dos casos, o desinteresse está ligado a fatores psicológicos ou sociais, sendo que o mais frequente é a monotonia conjugal. A educação recebida, a falta de diálogo entre os parceiros, as práticas sexuais pouco gratificantes e mesmo a resistência em inovar, minam o relacionamento e facilitam o desinteresse.
 
Vaginismo - consiste na dificuldade de tolerar a penetração. É um problema que pode ter sérias consequências na vida sexual e nas relações afetivas.
 
Dispareunia - é a dor persistente na zona genital ou pélvica, durante as relações sexuais, no momento da penetração.
 
Anorgasmia - é a ausência de orgasmo. Pode ocorrer por ansiedade, uso de medicamentos, transtornos hormonais ou atitude negativa em relação a atividade sexual.
 
     Educação e informação sobre a sexualidade é muito importante na resolução, ou diminuição, das perturbações do orgasmo.
     Faz parte da psicoterapia, a descoberta gratificante do prazer ou a construção de atitudes positivas em relação ao sexo.
 
Psicóloga Mariluz Fontana - CRP 07/6567

quarta-feira, 12 de junho de 2013

12 Motivos para o fracasso dos Casamentos




Palestra gratuita
Data: 19/06/2013
Horário: 18h30m
Duração: 1h30m
Coordenação: Psicóloga Sandra Delanni

Inscrições pelo fone (51)3019.9630 ou pelo e-mail: clinivivapoa@gmail.com

Procure Ajuda

  

 
  A vida é nosso maior patrimônio. A convivência cotidiana com as pessoas de que gostamos, a nossa relação com o ambiente nos enriquece.
  Mudar o comportamento diante das dificuldades e frustações do dia-a-dia, previne problemas de saúde. Dificuldades de controlar a raiva ( os "esquentadinhos"), pode trazer doenças cardíacas. Os mais atingidos são as pessoas com dificuldades de controlar as emoções ( coração irado é comportamento de risco ).
  Adotar no dia-a-dia práticas esportivas, relaxamento e autocontrole, podem reduzir o estresse.
  Para melhor conviver com as dificuldades, PEÇA AJUDA, procure um especialista.
 A causa pode ser algum transtorno que a psicoterapia poderá detectar e ajuda-lo a minimizar seus efeitos.
 
Psicóloga Emma Russomanno - CRP 07/11174
 


terça-feira, 26 de março de 2013

TDAH


 
 
TDAH
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Palestra gratuita, coordenada pela psicóloga Sandra Delanni.

Data: 03/04/2013


Horário: 18h30m com duração média de 1h30m
Inscrições pelo fone (51) 3019.9630 ou via e-mail: clinivivapoa@gmail.com

quinta-feira, 14 de março de 2013

DISLEXIA


Palestra Gratuita com a Fonoaudióloga Daniela Fantin, dirigida a pais e educadores.
Quarta Feira, 20 de Março, às 18h30.
Local: Rua 17 de Junho, 600.
Inscrições antecipadas pelo fone: 30199630.
VAGAS LIMITADAS

terça-feira, 5 de março de 2013

Palestra Gratuita


A Neuróbica é composta de exercícios para o cérebro que o capacitam a aprender mais rápido, fortalecer a concentração, o raciocínio, a memória e liberar a criatividade. Ao experimentarmos novos estímulos, ativamos o cérebro e o protegemos contra o envelhicimento precoce, o esquecimento e a dificuldade de aprender. Os exercícios são fáceis e agradáveis, podendo ser aplicados desde a hora em que acordamos, a caminho do trabalho até a hora de dormir. Palestra gratuita coordenada pela Psicóloga Sandra Delanni. 

Data: 13 de Março de 2013 (Quarta-feira)
Horário: 18h30 ( Duração média de 1h30m )
Inscrições gratuitas: pelo fone (51) 3019.9630 ou via e-mail: clinivivapoa@gmail.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

HOMOSSEXUALIDADE



Mesmo nos dias hoje, a homossexualidade é um assunto tabu para algumas pessoas, até porque, muitos ainda tem ideias preconceituosas sobre o assunto. Começamos dizendo que a homossexualidade não é “sem-vergonhice”, não é doença e também não é uma opção.

Desde 1973, a Associação Norte-Americana de Psiquiatria, retirou de seus manuais diagnósticos a homossexualidade como doença, por entender que a mesma, é um estilo de vida alternativo e não um transtorno patológico. Ser homossexual não é sem-vergonhice pois, muitos homossexuais sentem-se muito envergonhados de sua orientação sexual, talvez pelo medo da pressão social e por não poderem fazer nada para mudar isso. Também não é uma opção sexual, pois ninguém acorda pela manhã e decide “a partir de hoje vou ser homossexual”.

A verdade é que muitos homossexuais, se pudessem escolher, jamais o seriam porque ser “diferente” implica em um grande sofrimento psíquico. A homossexualidade é tão antiga quanto a própria sexualidade humana, e existem relatos feitos pelos sumérios de aproximadamente cinco mil anos, que versam sobre o assunto.

Acredito, que temos nos preocupado muito com uma “anomalia” que nada mais é do que um fenômeno constante desde o início da humanidade. Fenômeno esse bem aceito em determinadas épocas, como na Grécia antiga, onde os pupilos eram iniciados por seus mestres, intolerado como na Idade Média, onde a homossexualidade era vista como coisa do demônio e razoavelmente tolerado como nos dias de hoje. Não existe uma causa única que determine a orientação sexual, tanto homo quanto heterossexual.

Até hoje a ciência não sabe porque algumas pessoas nascem homossexuais, e muito se tem estudado sobre o assunto, biólogos, geneticistas, sociólogos e psicólogos encontraram caminhos úteis, porém nada definitivos pois cada indivíduo é único. A homossexualidade não é por si mesma uma patologia psíquica, mas isso não significa que os homossexuais, não possam ter sérios conflitos psíquicos, mas esses dependem mais da patologia do indivíduo do que da sua homossexualidade. Muitos homossexuais consultam com um psicólogo, mas raramente o fazem com o objetivo de modificar sua orientação sexual. Isso tudo pode ser entendido da seguinte maneira, por mais que uma pessoa heterossexual tentasse tornar-se homossexual ela não conseguiria, sendo que o contrário também é real. A realidade é uma só, ninguém tem culpa de ter nascido com uma orientação sexual diferente da grande maioria, nem por isso ela é mais ou menos normal que os outros. E como dizia “Freud”, ser homossexual certamente não é nenhuma vantagem, mas não é nada que cause vergonha, nenhum vício, nenhuma degradação ou doença.

- A homossexualidade é apenas uma variação das funções sexuais -

MARILUZ FONTANA

PSICÓLOGA - CRP 07/6567

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Medicina aprova a Hipnose

 
 
Primeiro foi a acupuntura. Agora, é a vez de a hipnose ser finalmente reconhecida e adotada pela medicina. O método começa a figurar entre o arsenal de recursos oferecidos por instituições de renome no mundo todo. É usado, por exemplo, no Memorial Sloan- Kettering Cancer Center e no M. D. Anderson Cancer Center, dois dos mais importantes centros de tratamento e pesquisa da doença, para diminuir efeitos colaterais da quimioterapia, como a fadiga e a dor. Também é utilizada no Hospital de Liège, na Bélgica, como opção de analgesia. No Brasil não é diferente. Já faz parte da rotina de serviços de primeira grandeza como o Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, especializado na luta contra o câncer, e ganhou espaço no Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP), a instituição que serve de escola para os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). As indicações também são amplas.
Só para citar algumas, além do câncer: dor crônica, transtorno do pânico, asma, tensão pré-menstrual, enxaqueca, analgesia em procedimentos dentários, alergias, problemas digestivos de fundo nervoso, fobias e insônia.
Esta entrada definitiva da hipnose pela porta da frente da medicina não ocorreu por acaso. O movimento está sustentado por uma gama de estudos comprovando sua eficácia nas mais variadas enfermidades. Um dos mais recentes foi conduzido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e provou que o método pode ser usado com sucesso no diagnóstico de crianças com epilepsia. Os cientistas queriam saber se as oito participantes tinham mesmo crises da doença ou manifestavam os sintomas - muito parecidos com os provocados pela enfermidade - por causa de outros fatores, como stress profundo. Eles levaram as crianças a um estado hipnótico e as fizeram imaginar que estavam tendo uma crise. Enquanto isso, elas eram monitoradas por aparelhos de exame de imagem. Em todas, as áreas ativadas durante o transe não foram as tradicionalmente associadas à epilepsia. A conclusão foi a de que as crianças de fato não tinham a doença. Agora, os cientistas querem ensinar os pequenos a evitar as crises usando a hipnose.
Outro trabalho de resultado expressivo foi apresentado no congresso do Colégio Americano de Pneumologia, realizado no final do ano passado nos Estados Unidos. Coordenado por médicos do Massachusetts General Hospital, o estudo revelou que pacientes hospitalizados com doenças cardíacas submetidos a apenas uma sessão de hipnose tinham maiores chances de vencer a luta contra o tabagismo após seis meses do que aqueles que usavam adesivos para repor a nicotina. "Constatamos que a hipnoterapia está entre as melhores opções terapêuticas contra o cigarro", afirmou Faysal Hasan, líder do trabalho. No Beth Israel Deaconess Medical Center e na Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), pesquisadores constataram que a técnica tornou mais confortável e menos dolorosa a realização de biópsia de nódulos de mama. "A hipnose ajuda muito a diminuir o stress das mulheres que precisam passar por essa experiência", disse Elvira Lang, professora de radiologia de Harvard. No Brasil, as pesquisas sobre os possíveis benefícios também começam a proliferar. Na Faculdade de Medicina da USP, campus de Ribeirão Preto, os médicos verificaram seu efeito como terapia auxiliar contra a dor de cabeça persistente. "Os resultados foram muito promissores. A hipnose pode ser um tratamento coadjuvante nesses casos", afirma o neurologista José Geraldo Speciali, professor do departamento de neurologia da universidade.

Conclusões como essas estão motivando investigações mais profundas sobre os mecanismos pelos quais o método produz resultados. A explicação mais plausível obtida até agora é a de que a hipnose provoca modificações profundas no funcionamento do cérebro, alterações essas documentadas por exames de imagem precisos e sofisticados. Os achados derrubam por terra, de vez, a associação equivocada da técnica com algo místico, esotérico. Não é nada disso. Hoje, o conceito médico de hipnose é claro: trata-se de um estado alterado de consciência induzido por profissionais capacitados. Nesse estado, há mudanças nos padrões das ondas cerebrais e várias estruturas do órgão são ativadas com maior intensidade, em especial as relacionadas à memória e às emoções.
O objetivo é atingir um nível máximo de atenção para extrair da mente o que for preciso para ajudar no tratamento, aproveitando que as condições cerebrais obtidas deixam o paciente com maior abertura para ser sugestionado. "A pessoa desvia a atenção dos estímulos externos e a crítica diminui. Ela passa a entender e aceitar melhor as sugestões dadas pelo hipnólogo", explica o médico Osmar Colás, coordenador do grupo de estudos de hipnose do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um trabalho muito interessante comprovou quanto os indivíduos de fato ficam abertos à sugestão, chegando a enganar o próprio cérebro nesse processo. O neuropsicólogo Stephen Kosslyn, da Universidade de Harvard, induziu voluntários hipnotizados a enxergarem cor em um painel totalmente cinza. Nos exames de imagem, verificou que as áreas cerebrais ativadas foram exatamente as acionadas para a percepção de cores variadas. "Isso prova que o cérebro se comporta de acordo com as sugestões", afirmou o cientista à ISTOÉ.
Um exemplo prático desse processo pode ser visto nos passos tomados para o tratamento da dor. "É preciso fazer com que o paciente saia do foco da dor. Por meio da hipnose, ele deve ser levado a se concentrar em estímulos de relaxamento e sensações prazerosas, fazendo com que se esqueça o máximo possível da sensação de desconforto", explica a psiquiatra Célia Lídia Costa, do Hospital A. C. Camargo. Mas essa não é a única possibilidade. "Pode-se modificar a percepção de uma dor intensa para uma sensação de peso ou formigamento ou reduzir o tamanho da área dolorida para apenas uma parte", diz o clínico e psicoterapeuta João Figueiró, do Centro Multidisciplinar de Dor do HC/SP. De acordo com David Spiegel, pesquisador do Instituto de Neurociência da Universidade de Stanford, a alteração no entendimento do que ocorre também traz outro benefício, além de maior conforto: "O método reduz a ansiedade que normalmente acompanha os episódios de dor", afirmou o cientista à ISTOÉ. Um alerta importante: os profissionais sérios jamais tratam dores cujas causas não tenham sido identificadas.
Contra as fobias, o mecanismo de mudança do entendimento é o mesmo. "Se a pessoa tem medo de avião, peço que se visualize em um aeroporto entrando na aeronave. Ela vivenciará esse momento de forma nítida e sem medo", diz o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp. No caso de sua aplicação para tratar o stress pós-traumático, o objetivo é ajudar o indivíduo a modificar sua visão do evento responsável pelo trauma - um assalto, por exemplo. "Procuramos dar um novo significado ao que aconteceu, para que a sensação de medo ou ansiedade associada ao fato não apareça mais", explica o médico Luiz Carlos Motta, presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria. O treinamento constante permite que o indivíduo aprenda a se autohipnotizar nos momentos necessários para superar as situações desencadeantes dos problemas.
O momento atual da hipnose marca uma virada importante para uma ferramenta cuja história foi pontuada por altos e baixos. Um dos primeiros registros de sua utilização é na Antigüidade, pelos egípcios. No entanto, o olhar mais científico só começou no século 18, com pesquisas feitas pelo médico austríaco Franz Mesmer. No século seguinte, o inglês James Braid definiu o transe como um "estado de sono do sistema nervoso". Por isso, cunhou o termo hipnose, que vem do grego Hypnos, o deus do sono. Posteriormente, porém, Braid se arrependeu da criação ao verificar que hipnose e sono são coisas diferentes. No século XX, o austríaco Sigmund Freud, o criador da psicanálise, usou o recurso no tratamento da histeria, mas o abandonou. O resgate da técnica só veio anos depois, na Primeira Guerra Mundial, como opção de analgesia durante cirurgias realizadas nos campos de batalha.
Durante todos esses anos, entretanto, charlatões se apropriaram do método e o usaram como um rentável atrativo para shows em circos e programas de televisão. Infelizmente, para muita gente essa ainda é a idéia de hipnose. No entanto, basta conhecer um profissional sério e que usa a técnica com finalidade médica para esquecer a imagem caricata de um hipnotizador de aparência exótica, capaz de transformar seu paciente em um zumbi. Primeiro porque o pêndulo deixou de ser o instrumento preferido da maioria dos médicos. Hoje, grande parte das induções é feita por meio de relaxamento dirigido por palavras ou toque em pontos específicos da face, entre outras técnicas (usam-se ainda, é verdade, recursos como um pingente de cristal, nos casos em que o paciente responde bem a estímulos visuais). Outro equívoco é imaginar que qualquer um pode ser hipnotizado de uma hora para outra, mesmo contra sua vontade. "Pessoas muito sensíveis podem entrar no estado hipnótico sem perceber, mas é raro. Normalmente, quem não quer, resiste, e não entra em transe. Além disso, aquele que deseja sair do estado hipnótico pode demorar um pouco, mas consegue", diz o médico Colás.

Revista Isto É - Julho de 2008 - Cilene Pereira / Mônica Tarantino / Adriana Prado
Indicação do Psicólogo Dr José Carlos Tópor, integrante da equipe da Cliniviva.



Ginástica Cerebral



A Neuróbica é composta de exercícios para o cérebro que o capacitam a aprender mais rápido, fortalecer a concentração, o raciocínio, a memória e liberar a criatividade. Ao experimentarmos novos estímulos, ativamos o cérebro e o protegemos contra o envelhicimento precoce, o esquecimento e a dificuldade de aprender. Os exercícios são fáceis e agradáveis, podendo ser aplicados desde a hora em que acordamos, a caminho do trabalho até a hora de dormir. Palestra gratuita coordenada pela Psicóloga Sandra Delanni.

Data: 28 de Novembro de 2012 (Quarta-feira)
Horário: 18h30 ( Duração média de 1h30m )
Inscrições gratuitas: pelo fone (51) 3019.9630 ou via e-mail: clinivivapoa@gmail.com

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ilusão que faz bem




A hipnose conquista espaço como recurso eficaz em consultórios e hospitais públicos.
Uma velha terapia que por longo tempo sofreu o estigma de ser mera atração em shows de ilusionistas vem conquistando espaço nos meios médicos a passos lentos, mas seguros. A hipnose sai de um pequeno círculo de profissionais e começa a ser usada por especialistas de instituições respeitadas. Neste ano, foi aprovada como prática rotineira no Grupo da Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No mês passado, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ofereceu
um curso teórico e prático para médicos, dentistas e psicólogos com lotação esgotada. Já no Rio de Janeiro, ela vem sendo praticada no Hospital Municipal Miguel Couto desde 1991.
A hipnose é uma ilusão imposta ao cérebro por meio de técnicas de sugestão, que provocam um estado alterado de consciência. Para os especialistas que usam o método, ela já deveria constar dos currículos de Medicina do país há longo tempo. Muito usada no passado, principalmente como anestésico, a técnica perdeu prestígio com a descoberta de analgésicos químicos no início deste século e passou a ser cada vez
menos aplicada. Hoje, a luta da pediatra e psicanalista Laís da Rocha, presidente da Sociedade de Hipnose do Rio de Janeiro, é para mostrar os benefícios da hipnose aos médicos que ainda a vêem com ceticismo. "Atualmente já se admite a ligação entre o processo hipnótico e o sistema nervoso central", argumenta Laís.
De fato, não há nada de sobrenatural nesse processo. A prova definitiva de que o cérebro responde ao transe (estado alterado de consciência) veio de estudos das universidades americanas Harvard e Stanford. Imagens feitas por tomografia de emissão de pósitrons (PET), aparelho que mapeia com precisão o funcionamento do cérebro, mostraram que pessoas hipnotizadas podem ser levadas a acreditar que uma paisagem em preto-e-branco é colorida - e vice-versa (leia abaixo). Não se sabe por que a informação que chega à parte frontal do cérebro é processada de modo diferente durante a hipnose. O senso crítico, que domina o consciente, fica amortecido e o cérebro pode ser enganado. "É possível alterar uma informação de dor, por exemplo, para uma sensação agradável", explica o obstetra Osmar Ribeiro Colás, coordenador do curso da Unifesp. É fundamental o médico conhecer bem o paciente para não correr o risco de
mascarar uma doença grave.  Para a jornalista Marisa Rodrigues, fundadora da Associação Brasileira dos Pacientes de Dor Crônica, entidade que reúne pacientes da capital paulista, a técnica é uma bênção.
"Só quem convive com a dor sabe como é importante todo o auxílio que se puder conseguir", diz Marisa, que sofre de cistite intersticial (inflamação da bexiga) e submete-se a sessões no HC de São Paulo. O neurologista Ungaretti Júnior explica que a terapia age como auxiliar no tratamento de pacientes que têm dor crônica. "Ela é importante também porque reduz o consumo de drogas", diz. A hipnose pode ser usada
para um vasto leque de problemas. A professora Denise Hinsch dos Santos procurou o ambulatório do Hospital Municipal Miguel Couto, no Rio, em 1992, para tratar-se de dislexia (dificuldade para ler e compreender palavras) e síndrome do pânico, doenças que podem ter fundo emocional. "A terapia trouxe de volta o equilíbrio e me deu paciência para resolver problemas", diz Denise.
Em tese, todos são suscetíveis à hipnose, desde que aceitem entrar em transe. Ou seja, ninguém é hipnotizado contra a vontade. Também não procede o mito, reforçado pelos hipnotizadores de salão, de que a pessoa fica à mercê do hipnotizador, diz a psiquiatra Sofia Bauer, uma das maiores autoridades em hipnoterapia do país e diretora do Instituto Milton Erickson, de Belo Horizonte. "Na hipnose ninguém faz nada contra a vontade", explica. Até os animais podem ser hipnotizados por gestos repetitivos, mas
sem nenhuma aplicação prática.
É provocando esse estado de alerta que o psicólogo Rui Fernando Cruz Sampaio procura esclarecer crimes no Instituto de Criminalística de Curitiba, no Paraná. No momento da violência, normalmente a vítima esquece fatos importantes em razão do trauma. "Já ocorreu de pessoas lembrarem-se até do número das placas do veículo, por exemplo", diz Sampaio, convencido de que a hipnose é mais uma arma a ser usada pela polícia.

O terapeuta pode sugestionar um paciente hipnotizado a acreditar que a imagem que vê em preto-e-branco é colorida. Quando isso ocorre, a parte visual responsável pela visão colorida, na região posterior do cérebro, é ativada. Imagens do tomógrafo mostraram que esse engano não ocorreu nos pacientes em
estado normal.
A Teoria vem do século 18. Descoberta de drogas ofuscou a eficácia da hipnose no tratamento de doenças
Franz Anton Mesmeré, considerado o pai da hipnose. Nascido em Viena, em 1734, ele acreditava ser preciso estimular a crise convulsiva para curar.
Sigmund Freud interessou-se pela hipnose e trabalhou ao lado de Josef Breuer em 1890. Mas depois
concentrou-se no estudo da psicanálise.
Na Primeira Guerra Mundial soldados em choque ou recuperação de ferimentos leves eram tratados por hipnose para retornar logo ao front.

 Alberto Ludwig e correspondentes (Revista Época / 2008 )

Indicação do Psicólogo da Cliniviva,  Dr José Carlos Tópor.